quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Nas pegadas da «Evangelii gaudium»

· O percurso traçado pelo Conselho permanente da Cei Nas pegadas da «Evangelii gaudium» ·

Será a Evangelii gaudium do Papa Francisco o tema principal da assembleia geral de Maio do episcopado italiano, lê-se no comunicado final dos trabalhos do Conselho permanente, realizado de 26 a 28 de Janeiro, e apresentado esta manhã em Roma pelo bispo Nunzio Galantino, secretário-geral da Conferência episcopal italiana (Cei).
Portanto, todos os prelados do país serão chamados a questionar-se sobre a recepção das linhas pastorais indicadas pelo Pontífice. Será a ocasião para «desenvolver percursos a serem propostos às Igrejas que estão na Itália» e para realçar a «importância de uma metodologia que explicite e valorize as conexões entre as várias iniciativas eclesiais, a partir do Congresso eclesial nacional de Florença», no próximo mês de Novembro.
Em particular – sublinha o comunicado - «sente-se a importância de fazer próprias» as chamadas «a “sair” de forma missionária, generosa e confiante, rumo às periferias existenciais desta época», a «“anunciar” com o estilo de Cristo, por conseguinte, capazes de conjugar verdade com misericórdia», a «“habitar” a cidade dos homens, oferecendo um apoio aos católicos comprometidos na política e uma relação respeitadora e colaborativa com as instituições para promover juntos o bem comum», a «“educar”, enfrentando com firmeza a questão antropológica e as suas implicações culturais». E, neste sentido, «a categoria transversal, que abraça os diversos horizontes, já foi identificada várias vezes pelo Conselho permanente na família, esmagada pela crise económica e humilhada pelas tentativas de equiparação com realidades muito diversas».
Solicitado pelos jornalistas sobre a instituição no Capitólio de um registo das uniões civis, D. Galantino estigmatizou com firmeza a iniciativa do presidente da Câmara municipal, Marino, e convidou os administradores públicos a entrar mais em sintonia com as exigências reais da população. No que diz respeito às eleições do novo chefe de Estado, o secretário-geral da Cei, mesmo sublinhando obviamente que «sem dúvida não cabe aos bispos pronunciar-se», observou que «como cidadãos desejamos que corresponda a um homem de alto perfil, considerando as necessidades da nação. Um homem que graças à autoridade moral ouça os problemas das pessoas e não amplie o fosso entre o povo e o que, por vezes artificialmente, lhe é proposto».
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