UMA PESSOA ME PEDIU ALGUMA COISA SOBRE AS ADMOESTAÇÕES DE SÃO FRANCISCO. POIS BEM, ATENDENDO AO PEDIDO ESTOU REPASSADO ABAIXO :
ADMOESTAÇÕES DE SÃO FRANCISCO
Prefácio
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
Estas São as palavras de santa exortação de nosso reverendo pai São Francisco a todos os frades menores
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
Estas São as palavras de santa exortação de nosso reverendo pai São Francisco a todos os frades menores
Capítulo I - Do Corpo do Senhor
Disse o Senhor Jesus aos seus discípulos: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai senão por mim.
Se me reconhecêsseis conheceríeis também o Pai. Doravante o conheceis porque o vistes.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta.
Jesus respondeu-lhe: há tanto tempo estou convosco e não me conheceis? Filipe, quem me vê, vê também meu Pai" (Jo 14,6-9). "O Pai habita numa luz inacessível" (1Tm 6,16), e: "Deus é um espírito" (Jo 4,26) e "ninguém jamais viu a Deus" (Jo 1,18).
Se Deus é espírito, só em espírito pode ser visto; pois "o espírito é que dá a vida, a carne não aproveita para nada" (Jo 6,63). Mas também o Filho, sendo igual ao Pai, não pode ser visto por alguém de modo diferente que o Pai e o Espírito Santo.
Por isso São réprobos todos aqueles que viram o Senhor Jesus Cristo em sua humanidade sem enxergá-lo segundo o espírito e a divindade e sem crer que Ele é o verdadeiro Filho de Deus.
De igual modo São hoje em dia réprobos todos aqueles que - embora vendo o sacramento do corpo de Cristo que, pelas palavras do Senhor, se torna santamente presente sobre o altar, sob as espécies de pão e vinho, nas mãos do sacerdote - não olham segundo o espírito e a divindade, nem crêem que se trata verdadeiramente do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Atesta-o pessoalmente o Altíssimo quando diz:
"Este é o meu corpo e o sangue da nova Aliança" (cf. Mc 14,22); e: "Quem comer a minha carne e beber o meu sangue ter a vida eterna" (cf. Jo 6,55).
Por isso é o Espírito do Senhor, que habita nos seus fiéis quem recebe o santíssimo corpo e sangue do Senhor (cf. Jo 6,62).
Todos aqueles que não participam desse espírito e no entanto ousam comungar, "comem e bebem a sua condenação" (lCor 11,29).
Portanto, "ó filhos dos homens, até quando tereis duro o coração?" (Sl 4,3). Por que não reconheceis a verdade "nem credes no Filho de Deus" (Jo 9,35)? Eis que Ele se humilha todos os dias (Fl 2,8); tal como na hora em que, "descendo do seu trono real" (Sb 18,5) para o seio da Virgem, vem diariamente a nós sob apa todos os dias desce do seio do Pai sobre o altar, nas mãos do sacerdote.
E como apareceu aos santos apóstolos em verdadeira carne, também a nós se E do mesmo modo que eles, enxergando sua carne, não viam senão sua carne, contemplando-o contudo com seus olhos espirituais creram nele como no seu Senhor e Deus (cf. Jo 20,28), assim também nós, vendo o pão e o vinho com os nossos olhos corporais, olhemos e creiamos firmemente que está presente o sa verdadeiro.
E desse modo o Senhor está sempre com os seus fiéis conforme Ele mesmo diz: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos" (Mt 28,20).
Se me reconhecêsseis conheceríeis também o Pai. Doravante o conheceis porque o vistes.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta.
Jesus respondeu-lhe: há tanto tempo estou convosco e não me conheceis? Filipe, quem me vê, vê também meu Pai" (Jo 14,6-9). "O Pai habita numa luz inacessível" (1Tm 6,16), e: "Deus é um espírito" (Jo 4,26) e "ninguém jamais viu a Deus" (Jo 1,18).
Se Deus é espírito, só em espírito pode ser visto; pois "o espírito é que dá a vida, a carne não aproveita para nada" (Jo 6,63). Mas também o Filho, sendo igual ao Pai, não pode ser visto por alguém de modo diferente que o Pai e o Espírito Santo.
Por isso São réprobos todos aqueles que viram o Senhor Jesus Cristo em sua humanidade sem enxergá-lo segundo o espírito e a divindade e sem crer que Ele é o verdadeiro Filho de Deus.
De igual modo São hoje em dia réprobos todos aqueles que - embora vendo o sacramento do corpo de Cristo que, pelas palavras do Senhor, se torna santamente presente sobre o altar, sob as espécies de pão e vinho, nas mãos do sacerdote - não olham segundo o espírito e a divindade, nem crêem que se trata verdadeiramente do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Atesta-o pessoalmente o Altíssimo quando diz:
"Este é o meu corpo e o sangue da nova Aliança" (cf. Mc 14,22); e: "Quem comer a minha carne e beber o meu sangue ter a vida eterna" (cf. Jo 6,55).
Por isso é o Espírito do Senhor, que habita nos seus fiéis quem recebe o santíssimo corpo e sangue do Senhor (cf. Jo 6,62).
Todos aqueles que não participam desse espírito e no entanto ousam comungar, "comem e bebem a sua condenação" (lCor 11,29).
Portanto, "ó filhos dos homens, até quando tereis duro o coração?" (Sl 4,3). Por que não reconheceis a verdade "nem credes no Filho de Deus" (Jo 9,35)? Eis que Ele se humilha todos os dias (Fl 2,8); tal como na hora em que, "descendo do seu trono real" (Sb 18,5) para o seio da Virgem, vem diariamente a nós sob apa todos os dias desce do seio do Pai sobre o altar, nas mãos do sacerdote.
E como apareceu aos santos apóstolos em verdadeira carne, também a nós se E do mesmo modo que eles, enxergando sua carne, não viam senão sua carne, contemplando-o contudo com seus olhos espirituais creram nele como no seu Senhor e Deus (cf. Jo 20,28), assim também nós, vendo o pão e o vinho com os nossos olhos corporais, olhemos e creiamos firmemente que está presente o sa verdadeiro.
E desse modo o Senhor está sempre com os seus fiéis conforme Ele mesmo diz: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos" (Mt 28,20).
Capítulo II- Da Vontade
Disse o Senhor a Adão: "Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da á árvore da ciência do bem e do mal" (Gn 2,16-17). Podia, pois, Adão comer de toda á árvore do paraíso e, enquanto nada fazia contra a obediência, não pecava.
Come, porém, da á árvore da ciência do bem e do mal aquele que reclama sua vontade como propriedade sua e se vangloria dos bens que o Senhor diz e opera nele. Assim, atendendo às sugestões do demônio e transgredindo o mandamento, foi-lhe dado o pomo da ciência do mal. Por isso tem que suportar necessariamente o castigo.
Capítulo III - Da Obediência Perfeita
Diz o Senhor no Evangelho: "Quem não renuncia a todos os seus bens não pode e: "Quem quiser salvar sua alma, perdê-la. " (Mt 16,25).
Abandona tudo quanto possui e perde sua vida aquele que a si mesmo abandona inteiramente a obediência nas mãos do seu prelado.
E tudo o que faz e diz, sabendo que não contraria a vontade dele, e sendo bom o E se acaso o súdito vê algo melhor e mais útil à sua alma do que aquilo que o prelado lhe ordena, sacrifique a Deus o seu conhecimento, se aplique com firmeza a cumprir as ordens do prelado, pois nisto é que consiste a verdadeira obediência feita com amor, que agrada a Deus e reverte a bem do próximo.
Entretanto, se o prelado der ao súdito alguma ordem contrária à alma, este todavia não se separe dele, embora não lhe seja lícito obedecer-lhe.
E se por esse motivo tiver de suportar perseguições da parte de alguém, que então o ame ainda mais por amor de Deus.
Pois aquele que prefere aturar perseguições a querer ficar separado de seus Irmãos, permanece verdadeiramente na perfeita obediência, porque "d a sua vida pelos seus Irmãos" (Jo 15,13).
há efetivamente muitos religiosos que, sob o pretexto de verem coisas preferíveis às que os prelados ordenam, "olham para trás" (Lc 9,62) e "voltam ao vômito de sua vontade própria" (Pr 26,11). Esses tais São homicidas e, por seus exemplos funestos,
Abandona tudo quanto possui e perde sua vida aquele que a si mesmo abandona inteiramente a obediência nas mãos do seu prelado.
E tudo o que faz e diz, sabendo que não contraria a vontade dele, e sendo bom o E se acaso o súdito vê algo melhor e mais útil à sua alma do que aquilo que o prelado lhe ordena, sacrifique a Deus o seu conhecimento, se aplique com firmeza a cumprir as ordens do prelado, pois nisto é que consiste a verdadeira obediência feita com amor, que agrada a Deus e reverte a bem do próximo.
Entretanto, se o prelado der ao súdito alguma ordem contrária à alma, este todavia não se separe dele, embora não lhe seja lícito obedecer-lhe.
E se por esse motivo tiver de suportar perseguições da parte de alguém, que então o ame ainda mais por amor de Deus.
Pois aquele que prefere aturar perseguições a querer ficar separado de seus Irmãos, permanece verdadeiramente na perfeita obediência, porque "d a sua vida pelos seus Irmãos" (Jo 15,13).
há efetivamente muitos religiosos que, sob o pretexto de verem coisas preferíveis às que os prelados ordenam, "olham para trás" (Lc 9,62) e "voltam ao vômito de sua vontade própria" (Pr 26,11). Esses tais São homicidas e, por seus exemplos funestos,
Capítulo IV - Como Propriedade Sua O Cargo De Prelado
"Não vim para ser servido mas para servir" (Mt 20,28), diz o Senhor. Os que estão constituídos sobre os outros não se vangloriem dessa superioridade mais do que se estivessem encarregados de lavar os pés aos Irmãos. E se a privação do cargo de superior os perturba mais que a privação do encargo de lavar os pés, amontoam para si tanto mais riquezas com perigo para sua alma.
Capítulo V - Que Ninguém Se Ensoberbeça, Mas Antes Se Glorie Na Cruz Do Senhor
Considera, ó homem, a que excelência te elevou o Senhor, criando-te e formandote segundo o corpo à imagem do seu dileto Filho e, segundo o espírito, à sua própria semelhança.
Entretanto, as criaturas todas que estão debaixo do céu, a seu modo, servem e conhecem e obedecem ao seu Criador melhor do que tu. não foram tampouco os espíritos malignos que o crucificaram, mas tu em aliança com eles o crucificaste e o crucificas ainda, quando te deleitas em vícios e pecados. De que, então, podes gloriar-te?
Mesmo que fosses tão arguto e sábio a ponto de possuíres toda a ciência, saberes interpretar toda espécie de línguas e perscrutares engenhosamente as coisas celestiais, nunca deverias gabar-te de tudo isso, porquanto um só demônio conhece mais das coisas celestiais e ainda agora conhece mais as da terra que todos os homens juntos, a não ser que alguém tenha recebido do Senhor um conhecimento especial da mais alta sabedoria. Do mesmo modo, se fosses mais belo e mais rico que todos, e até operasses maravilhas e afugentasses os demônios, tudo isso seria estranho a ti nem te pertenceria nem disto te poderias desvanecer.
Mas numa só coisa podemos "gloriar-nos: de nossas fraquezas" (2Cor 12,5), e carregando dia a dia a santa cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Entretanto, as criaturas todas que estão debaixo do céu, a seu modo, servem e conhecem e obedecem ao seu Criador melhor do que tu. não foram tampouco os espíritos malignos que o crucificaram, mas tu em aliança com eles o crucificaste e o crucificas ainda, quando te deleitas em vícios e pecados. De que, então, podes gloriar-te?
Mesmo que fosses tão arguto e sábio a ponto de possuíres toda a ciência, saberes interpretar toda espécie de línguas e perscrutares engenhosamente as coisas celestiais, nunca deverias gabar-te de tudo isso, porquanto um só demônio conhece mais das coisas celestiais e ainda agora conhece mais as da terra que todos os homens juntos, a não ser que alguém tenha recebido do Senhor um conhecimento especial da mais alta sabedoria. Do mesmo modo, se fosses mais belo e mais rico que todos, e até operasses maravilhas e afugentasses os demônios, tudo isso seria estranho a ti nem te pertenceria nem disto te poderias desvanecer.
Mas numa só coisa podemos "gloriar-nos: de nossas fraquezas" (2Cor 12,5), e carregando dia a dia a santa cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Capítulo VI - Da Imitação De Cristo
Consideremos todos, meus Irmãos, o Bom Pastor que, para salvar suas ovelhas, As ovelhas do Senhor seguiram-no na tribulação, na perseguição, no opróbrio, na fome, na sede, na enfermidade, na tentação e em todo o mais, e receberam por isso do Senhor a vida eterna.
É pois uma grande vergonha para nós outros servos de Deus, terem os santos praticado tais obras, e nós querermos receber honra e glória somente por contar e pregar o que eles fizeram.
É pois uma grande vergonha para nós outros servos de Deus, terem os santos praticado tais obras, e nós querermos receber honra e glória somente por contar e pregar o que eles fizeram.
Capítulo VII- Que à inteligencia deve seguir a boa ação
Diz o Apóstolo: "A letra mata, mas o espírito vivifica" (2Cor 3,6). São mortos pela letra os que tão-somente querem saber as palavras, a fim de parecer mais sábios que os outros e poder adquirir grandes riquezas e dá-las aos parentes e amigos.
São ainda mortos pela letra aqueles religiosos que não querem seguir o espírito das Sagradas Escrituras, mas só se esforçam por saber as palavras e interpretá-las aos outros.
São, porém, vivificados pelo espírito das Sagradas Escrituras aqueles que tratam de penetrar mais a fundo em cada letra que conhecem, nem atribuem o seu saber ao próprio eu, mas pela palavra e pelo exemplo o restituem a Deus, seu supremo Senhor, ao qual todo bem pertence.
São ainda mortos pela letra aqueles religiosos que não querem seguir o espírito das Sagradas Escrituras, mas só se esforçam por saber as palavras e interpretá-las aos outros.
São, porém, vivificados pelo espírito das Sagradas Escrituras aqueles que tratam de penetrar mais a fundo em cada letra que conhecem, nem atribuem o seu saber ao próprio eu, mas pela palavra e pelo exemplo o restituem a Deus, seu supremo Senhor, ao qual todo bem pertence.
Capítulo VIII - Do Pecado Da Inveja A Evitar
Diz o Apóstolo: "Ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', senão no Espírito Santo" (lCor 12,3), e: "Não há quem faça o bem, ano há sequer um só" (Rm 3,12).
Todo aquele, pois, que tem inveja do seu Irmão por causa do bem que o Senhor por ele diz e faz, comete pecado de blasfêmia, porque tem inveja do próprio Altíssimo, que o bem.
Todo aquele, pois, que tem inveja do seu Irmão por causa do bem que o Senhor por ele diz e faz, comete pecado de blasfêmia, porque tem inveja do próprio Altíssimo, que o bem.
Capítulo IX - Da Caridade
Diz o Senhor: "Amai os vossos inimigos", etc. (Mt 5,44) Ama verdadeiramente o seu inimigo aquele que não se contristar pela injúria dele recebida, mas por amor de Deus se afligir com o pecado que está na alma dele, e por meio de obras Lhe manifesta sua caridade.
Capítulo X - Da Disciplina do Corpo
há muitos que, pecando ou recebendo alguma injúria, costumam lançar a culpa sobre o inimigo ou sobre o próximo.
Mas assim não é na realidade, porquanto cada um tem sob o seu domínio o inimigo, isto é, o próprio corpo, por meio do qual ele peca.
Feliz, pois, o servo (Mt 24,46) que, de contínuo, trouxer tal inimigo sob o seu jugo e dele prudentemente se acautelar.
Porque, enquanto assim agir, nenhum outro inimigo visível ou invisível lhe poder fazer mal.
Mas assim não é na realidade, porquanto cada um tem sob o seu domínio o inimigo, isto é, o próprio corpo, por meio do qual ele peca.
Feliz, pois, o servo (Mt 24,46) que, de contínuo, trouxer tal inimigo sob o seu jugo e dele prudentemente se acautelar.
Porque, enquanto assim agir, nenhum outro inimigo visível ou invisível lhe poder fazer mal.
Capítulo XI - Que ninguém se deixe seduzir pelo Mau Exemplo de Outrem
Ao servo de Deus nada deve desagradar senão o pecado.
Mas se uma pessoa pecasse de qualquer forma que seja, e o servo de Deus ficasse por isso perturbado e enraivecido - a não ser por caridade - "entesouraria riquezas" (Rm 2,5) de culpa para si.
Vive realmente sem nada de próprio aquele servo de Deus que não se enraivece nem perturba por causa de ninguém.
E bem-aventurado aquele que nada retém para si, mas " dá a César o que de César, e a Deus o que é de Deus" (Mt 22,21).
Mas se uma pessoa pecasse de qualquer forma que seja, e o servo de Deus ficasse por isso perturbado e enraivecido - a não ser por caridade - "entesouraria riquezas" (Rm 2,5) de culpa para si.
Vive realmente sem nada de próprio aquele servo de Deus que não se enraivece nem perturba por causa de ninguém.
E bem-aventurado aquele que nada retém para si, mas " dá a César o que de César, e a Deus o que é de Deus" (Mt 22,21).
Capítulo XII - De Como Se Reconhece O Espírito Do Senhor
Eis o meio de reconhecer se o servo de Deus tem o Espírito do Senhor.
Se Deus por meio dele operar alguma boa obra, e ele não o atribuir a si, pois o seu próprio eu é sempre inimigo de todo bem, mas antes considerar como ele próprio é insignificante e se julgar menor que todos os outros homens.
Se Deus por meio dele operar alguma boa obra, e ele não o atribuir a si, pois o seu próprio eu é sempre inimigo de todo bem, mas antes considerar como ele próprio é insignificante e se julgar menor que todos os outros homens.
Capítulo XIII - Da Paciência
O servo de Deus não pode conhecer em que medida possui a paciência e a humildade, enquanto se sentir satisfeito em tudo.
quando porém vier o tempo em que o contrariarem os que deveriam andar conforme os seus desejos, então, quanta paciência e humildade ele manifestar, tanta ter e nada mais.
quando porém vier o tempo em que o contrariarem os que deveriam andar conforme os seus desejos, então, quanta paciência e humildade ele manifestar, tanta ter e nada mais.
Capítulo XIV - Da Pobreza de Espírito
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mt 5,3). Muitos há que São zelosos na oração e no culto divino, e praticam muito a Mas por causa de uma única palavra que lhes pareça ferir o próprio eu ou de alguma coisa que se lhes tire, logo se mostram escandalizados e perturbados.
Estes não São pobres de espírito, pois quem é deveras pobre de espírito odeia a si mesmo (cf. Lc 14,26; Jo 12,25) e ama aos que lhe batem na face (Mt 5,39).
Estes não São pobres de espírito, pois quem é deveras pobre de espírito odeia a si mesmo (cf. Lc 14,26; Jo 12,25) e ama aos que lhe batem na face (Mt 5,39).
Capítulo XV - Da Paz
"Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9) São verdadeiramente pacíficos os que, no meio de tudo quanto padecem neste mundo, se conservam em paz, interior e exteriormente, por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Capítulo XVI - D a Paz
"Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus" (Mt 5,8). Têm o coração puro os que, desprezando as coisas terrenas, procuram as celestiais e, de coração e espírito puros, não cessam de adorar e de ver sempre o Deus vivo e verdadeiro.
Capítulo XVII - Do Servo De Deus Humilde
"Bem-aventurado o servo" (Mt 24,46) que não se envaidece com o bem que o Senhor diz e opera por meio dele mais do que com o que o Senhor diz e opera por meio de outrem.
Peca o homem que exige do seu semelhante mais do que ele mesmo daria de si ao Senhor seu Deus.
Peca o homem que exige do seu semelhante mais do que ele mesmo daria de si ao Senhor seu Deus.
Capítulo XVIII - Da Compaixão Para Com O Próximo
Bem-aventurado o homem que suporta o seu próximo com suas fraquezas tanto quanto quisera ser suportado por ele se estivesse na mesma situação.
Capítulo XIX - Entregar Ao Senhor Todo Bem
Bem-aventurado o servo que entrega todos os seus bens ao Senhor seu Deus; porquanto, quem para si retém alguma coisa "esconde o dinheiro do seu amo" (Mt 25,18), e "o que julgava possuir ser-lhe- tirado" (Lc 8,18) .
Capítulo XX - Permanecer Humilde Apesar Dos Louvores E Honras
Bem-aventurado o servo que, sendo louvado e exaltado pelos homens, não se considera melhor do que quando é tido por insignificante, simplório e desprezível.
Porque o homem vale o que é diante de Deus e nada mais. Ai do religioso que, enaltecido pelos outros, em sua obstinação não quer mais descer.
E bem-aventurado o servo que não é por sua vontade enaltecido e que continuamente deseja ser posto debaixo dos pés dos outros.
Porque o homem vale o que é diante de Deus e nada mais. Ai do religioso que, enaltecido pelos outros, em sua obstinação não quer mais descer.
E bem-aventurado o servo que não é por sua vontade enaltecido e que continuamente deseja ser posto debaixo dos pés dos outros.
Capítulo XXI- Verdadeira E Falsa Alegria
Bem-aventurado o religioso que não sente prazer nem alegria senão nas santas palavras e obras do Senhor e por elas conduz os homens em júbilo e alegria ao amor de Deus.
E ai do religioso que se deleita com palavras ociosas e fúteis e, por esse meio, leva os homens a dar risadas.
E ai do religioso que se deleita com palavras ociosas e fúteis e, por esse meio, leva os homens a dar risadas.
Capítulo XXII - Do religioso frívolo e eloquaz
Bem-aventurado o servo que não fala por interesse de recompensa nem manifesta tudo o que pensa nem é "precipitado no falar" (Pr 29,20), mas calcula antes sabiamente o que deve dizer e responder.
Ai do religioso que não conserva no fundo do seu coração (cf. Lc 2,51) os bens com que o Senhor o favorece e aos outros não os manifesta por suas obras, mas antes, na esperança de alguma recompensa, procura mostrá-los aos homens por palavras. E esta ser toda sua recompensa, e os seus ouvintes colherão pouco fruto.
Ai do religioso que não conserva no fundo do seu coração (cf. Lc 2,51) os bens com que o Senhor o favorece e aos outros não os manifesta por suas obras, mas antes, na esperança de alguma recompensa, procura mostrá-los aos homens por palavras. E esta ser toda sua recompensa, e os seus ouvintes colherão pouco fruto.
Capítulo XXIII - Da Reta Correção
Bem-aventurado o servo que recebe as advertências, acusações e repreensões dos outros com tanta paciência como se proviessem dele mesmo.
Bem-aventurado o servo que, repreendido, de boa mente se submete, com respeito obedece, humildemente reconhece sua culpa, voluntariamente oferece reparação. Bem-aventurado o servo que não procura logo escusar-se e com humildade suporta vergonha e repreensão por uma falta que não cometeu.
Bem-aventurado o servo que, repreendido, de boa mente se submete, com respeito obedece, humildemente reconhece sua culpa, voluntariamente oferece reparação. Bem-aventurado o servo que não procura logo escusar-se e com humildade suporta vergonha e repreensão por uma falta que não cometeu.
Capítulo XXIV - Da Verdadeira Humildade
Bem-aventurado o servo que for achado tão humilde no meio de seus súditos como se estivesse no meio de seus senhores.
Feliz do servo que sempre permanece firme sob a vara da correção.
"Servo fiel e prudente" (Mt 24,45) é o servo que em todas as suas faltas não tarda em castigar-se, interiormente pela contrição e exteriormente pela confissão e obras de
Feliz do servo que sempre permanece firme sob a vara da correção.
"Servo fiel e prudente" (Mt 24,45) é o servo que em todas as suas faltas não tarda em castigar-se, interiormente pela contrição e exteriormente pela confissão e obras de
Capítulo XXV - Da Verdadeira Caridade
Bem-aventurado o servo que ama ao seu confrade enfermo, que não lhe pode ser útil, tanto como ao que tem saúde e está em condições de lhe prestar serviços. Bem-aventurado o servo que tanto ama e respeita o seu confrade quando está longe como se estivesse perto nem diz na ausência dele coisa alg dizer na sua presença sem lhe faltar à caridade.
Capítulo XXVI - Que os Servos de Deus Honrem os Clérigos
Bem-aventurado o servo de Deus que põe a sua confiança nos clérigos que na verdade vivem segundo a forma da santa Igreja Romana.
Mas ai daqueles que os desprezam! Pois nem que eles sejam pecadores, ninguém os deve julgar porque o Senhor mesmo reservou para si o direito de julgá-los. Porquanto na medida que excede a tudo a administração que eles exercem sobre o rpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que eles recebem e só eles podem ministrar aos outros, em idêntica medida é maior o pecado daqueles que cometem falta contra eles do que o pecado cometido contra qualquer outro homem deste mundo.
Mas ai daqueles que os desprezam! Pois nem que eles sejam pecadores, ninguém os deve julgar porque o Senhor mesmo reservou para si o direito de julgá-los. Porquanto na medida que excede a tudo a administração que eles exercem sobre o rpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que eles recebem e só eles podem ministrar aos outros, em idêntica medida é maior o pecado daqueles que cometem falta contra eles do que o pecado cometido contra qualquer outro homem deste mundo.
Capítulo XXVII- Das Virtudes Que Afugentam os Vícios
Aonde há caridade e sabedoria, não há medo nem ignorância. Onde há paciência e humildade, não há ira nem perturbação.
Onde à pobreza se une a alegria, não há cobiça nem avareza.
Onde há paz e meditação, não há nervosismo nem dissipação.
Onde o temor de Deus está guardando a casa (cf. Lc 11,21), o inimigo não encontra porta para entrar.
Onde há misericórdia e prudência, não há prodigalidade nem dureza de coração.
Onde à pobreza se une a alegria, não há cobiça nem avareza.
Onde há paz e meditação, não há nervosismo nem dissipação.
Onde o temor de Deus está guardando a casa (cf. Lc 11,21), o inimigo não encontra porta para entrar.
Onde há misericórdia e prudência, não há prodigalidade nem dureza de coração.
Capítulo XXVIII- De Como Se Deve Esconder O Bem Para Não Perdê-Lo
Bem-aventurado o servo que "entesoura no céu" (Mt 6,20 ) os bens que o Senhor lhe concede e não procura manifestá-los ao mundo na esperança de ser recompensado, pois o próprio Altíssimo manifestar as suas obras a todos quantos lhe aprouver. Bem-aventurado o servo que guarda em seu coração os segredos do Senhor.
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