quarta-feira, 25 de junho de 2014

DISCURSO DO PAPA NA AUDIÊNCIA GERAL

O discurso do Papa Francisco durante a audiência geral-O nome e o sobrenome do cristão

2014-06-25 L’Osservatore Romano
Nome e sobrenome do cristão? «Sou cristão» e «pertenço à Igreja». Assim, depois de ter falado várias vezes sobre o «bilhete de identidade» do cristão, na manhã de quarta-feira, 25 de Junho, durante a audiência geral o Papa Francisco especificou os elementos principais desta «certidão» de pertença a um povo, frisando que isto significa sobretudo que «não estamos isolados», nem que somos «cristãos a título individual, cada um por conta própria».
Esta «pertença» é «expressa também no nome que Deus atribui a si mesmo», como narra o livro do Êxodo «no episódio maravilhoso da sarça ardente» – comentou o Papa – no qual o Senhor se define «o Deus dos pais». Portanto, «não diz eu sou o todo-poderoso. Não, eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaque, Deus de Jacob». E deste modo, manifesta-se como «o Deus que estreitou uma aliança com os nossos pais e permanece fiel ao seu pacto». Por conseguinte, a relação com Deus «precede todos nós».
Isto quer dizer, antes de tudo, que «ninguém – afirmou o bispo de Roma – se torna cristão sozinho! Não se fazem cristãos no laboratório»; eles são parte de um povo bem identificado. Um povo «que se chama Igreja», explicou o Papa Francisco. E «recebemos a fé dos nossos pais» acrescentou, referindo-se à sua experiência nos anos da infância: «Recordo sempre o rosto da religiosa que me ensinou o catecismo». E ainda: «Está no céu certamente porque era uma santa mulher; lembro-me sempre dela e dou graças a Deus por esta religiosa».
Portanto, ser cristão significa percorrer um caminho «graças a outras pessoas». Na Igreja «não existe a “iniciativa própria”, não existem os “jogadores livres”», disse o Pontífice, citando Bento XVI, que muitas vezes «descreveu a Igreja como um “nós” eclesial», e Paulo VI, que definia «dicotomias absurdas» as pretensões de manter uma relação directa com Deus fora da comunhão na Igreja.

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